Por que as empresas fecham no Brasil?
Atualizado: 15 de fev. de 2021
Segundo dados do IBGE (2017) seis em cada dez empresas fecham nos primeiros anos de atividade no Brasil. Estima-se que cerca de 40% das empresas que foram criadas no ano de 2012, o que representa um total de 597.200 empresas, ainda estejam ativas. Não é novidade que o Brasil possui uma carga tributária alta se compararmos os serviços públicos prestados, garantidos pela Constituição Federal de 1988 e pelos inúmeros desvios que sofrem as verbas públicas.
Quando se fala em taxa de sobrevivência, realmente está se analisando a falta de um dos elementos básicos e necessários para o sucesso empresarial, o planejamento estratégico, o qual será abortado nas próximas públicações ante a complexidade da ferramenta.
Assim, a segundo o IBGE (2017) a taxa de sobrevivência das empresas deve reduzir para dois anos com o passar do tempo. A exemplo disso, dentro todas as organizações criadas em 2012, apenas 78,9% sobreviveram após um ano de funcionamento, apenas 64,5% sobreviveram após dois anos de funcionamento, 55% após três anos de funcionamento, 47,2% após quatro anos e apenas 39,8% das empresas estavam abertas em 2017. Números alarmantes que denotam principalmente a falta de preparo do administrador e um bom plano de negócios.
Dentre as empresas sobreviventes, os índices são ainda piores, apenas 60% das empresas possuem uma pessoa assalariada, vez que a maioria das empresas que fecham é formada apenas pelos sócios e donos.
Contudo, os números mais recentes apresentados pelo IBGE (2021) são ainda mais alarmantes, cerca de 716 mil empresas fecharam suas operações desde o início da pandemia no Brasil, tal número representa metade dos negócios que estava com atividades suspensas em função da pandemia do novo coronavírus, isso demonstra principalmente a falta de fundo contigencial e a dependência contínua do empresário brasileiro a política econômica/fiscal do perfil dos empresários brasileiros.
Isso se confirma quando, segundo o IBGE em pesquisa publicada no dia 16.07.2021 afirmou que quatro em cada 10 (o que representa o total de 522 mil empresas) fecharam suas portas devido o ano impacto da Covid-19. Dentre eles, quem mais amargou os prejuízos foram o comércio (representando 39,4%) e serviços (com 37%) no caso das pequenas empresas. Isso significa que 99,8% das pequenas empresas encerram definitivamente seus negócios e não voltarão a abrir após a crise do covid-19 acabar, o que em uma análise perfunctória da situação as atividades cujo contato pessoal se faz necessário apontaram como os mais impactados, como serviços prestados às famílias, bares, restaurantes, hospedagens e a construção civil.
Porém, o covid-19 não trouxe apenas números negativos, em meio ao caos 13,6% dos negócios, segundo o IBGE (2021), afirmaram que a pandemia ofereceu um leque de oportunidades e teve efeito positivo para a empresa.
Significa Dizer que é na crise que surgem também boas oportunidades, parafaseando Albert Einstein "(...) A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz professo. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo sem ter sido superado", isso demonstra que a crise serve para chacoalhar o senso comum, a realização do mais do mesmo, estar sempre na zona de conforto sem espectativas de que um dia isso acabe.
Para enfrentar os desafios do empresário moderno é necessário se adaptar ao atual cenário da melhor maneira possível, isso inclui um plano estratégico estruturado, um bom plano de negócios, a construção da marca empresarial, a segmentação do mercado e exploração por nichos, ter diferenciais competitivos, a internacionalização da empresa como modo de estruturar a manutenção sustentável do negócio, utilizar KPI para monitorar o desempenho dos setores, etc. Tudo isso será abordado em tópico posterior, apenas, lembrem da frases de Tom Jobim "O Brasil não é para principiantes" e para ingressar em um mercado cada vez mais competitivo, profissionalizar-se e não utilizar o achismo é a melhor ferramenta para alcançar o sucessso




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